PRETO ALENTEJANO

O Monte da Mesquita tem em pastoreio extensivo, seis animais adultos fêmeas e um adulto macho suínos de Raça Porco Preto Alentejano, suínos inscritos no Livro Genealógico da Raça e em vias de extinção.

O Porco de Raça Alentejana , é uma das poucas raças de suínos autóctones portuguesas, cujo padrão se encontra bem definido, (Sus Ibericus). Esta raça encontra-se no seu habitat natural em toda a região do Alentejo.

Os produtos tradicionais de Porco Alentejano são produtos qualificados (DOP e IGP) únicos, devido à sua exploração ser em regime extensivo e a base da alimentação destes animais ser entre outros, cereais, erva, bolota..., associados ao ecossistema mediterrânico.

Acerca do padrão da raça existe muito para falar, onde aconselhamos os mais interessados em consultar a página www.porcoalentejano.com, indicando assim, o básico das variedades, para que os nossos visitantes os consigam distinguir com alguma facilidade.

Podem ser consideradas quatro variedades de porco alentejano, a Lampinha, que caracteriza-se por ter cerdas curtas, finas e escassas na superfície do corpo; a Ervideira, animais de cor ruivos/acastanhados, com cabeça e orelhas sensivelmente mais pequenas do que a variedade negra; a Caldeira, animais de cor preta, com cabeça e orelhas de tamanho médio e; a Mamilada, caracterizando os animais de cor de pele cinzenta ardósia ou ruiva, com cerdas pretas ou ruivas, onde o varrasco se distingue das outras variedades, por manifestar "bondade reprodutiva" quando acasalado com porcas reprodutoras de outras variedades.

A Entidade Gestora do Livro Genealógico é a ANCPA, é a entidade responsável pela gestão do Livro Genealógico de Suínos Raça Alentejana (LGSRA).

A Montanheira é a época final da engorda dos porcos pretos de raça alentejana. Um regime que se caracteriza essencialmente pelos animais pastaram ao ar livre, no montado de azinheira e/ou sobro, e à base dos recursos naturais existentes. 

O Porco Preto Alentejano, é reconhecido mundialmente pela sua pele preta, cabeça comprida, orelhas pequenas e, sobretudo pelo sabor suculento da carne.

Os porcos pretos iniciam assim a fase de Montanheira, ou seja, a fase final de engorda no final de Outubro engorda no montado alentejano onde, bolota a bolota, vão ganhar os músculos e a gordura que fazem a reputação do presunto alentejano e da saborosa carne. Percorrendo quilómetros, alimenta-se de bolotas e tudo o que o montado de azinheiras e sobreiros lhe oferece (ervas, cogumelos, bichos) este omnívoro vai ganhar em dois a três meses cerca de 60 a 80 kg, que acrescentará aos 80 a 100 quilos iniciais. Alternando longos períodos de caminhada sem parar de comer e sestas digestivas quando já não pode mais, andando até de noite quando há luar, o porco de raça alentejana vai "metabolizando" os frutos do montado, que melhor do que qualquer outro transforma em carne. No fim deste período, é o teor em ácidos gordos dos seus tecidos, e muito especialmente a percentagem de ácido oleico, que determinará a qualidade da sua carne e portanto o seu valor para a indústria de transformação.

 As gorduras do porco alimentado a bolota estão cheias de ácidos gordos, fonte do "bom colesterol", as quais são apreciadas nos seus produtos, Carne de Porco Alentejano DOP, Presunto/Paleta de Barrancos DOP, Presunto/Paleta do Alentejo DOP, Presunto/Paleta de Santana da Serra IGP, Presunto/Paleta de Campo Maior e Elvas IGP de entre outros.